Nada é fácil
Nada é certo
Não façamos do amor
Algo desonesto
Quero ser prudente
E sempre ser correto
Quero ser constante
E sempre tentar ser sincero
E queremos fugir
Mas ficamos sempre sem saber ♪
"Sei? de certo nadas e noves." [ Guimarães Rosa ]
há tempos Beta se recusava a tentar entender o significado desses (e outros tantos) versos. Pensava na ambiguidade (sem trema - que horror!) do 'só': uma pessoa sozinha?!; Uma pessoa, número apenas? Nada sabia... ou sabia, e acreditava não saber.
Mas lá onde se guardam entendimentos e carinhos e saberes especiais, aquele lugar que só se ilumina totalmente quando deixamos de ser uma pessoa só - no amplo sentido que as duas letrinhas podem carregar -, Beta descobriu, ainda que a passos lentos, o quanto ser uma pessoa só não conta. O quanto ser uma pessoa só não vale a pena.
E os dias da (ex)moça(só) têm sido muito mais plurais, embora tão singulares!