segunda-feira, 23 de março de 2009

L'aventtura

Nada é fácil
Nada é certo
Não façamos do amor
Algo desonesto
Quero ser prudente
E sempre ser correto
Quero ser constante
E sempre tentar ser sincero
E queremos fugir
Mas ficamos sempre sem saber

domingo, 22 de março de 2009

é sim bem verdade que todo domingo é pé no cachimbo...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Antes só, hoje não mais!

"uma pessoa só não conta
uma pessoa só não é ninguém"


há tempos Beta se recusava a tentar entender o significado desses (e outros tantos) versos. Pensava na ambiguidade (sem trema - que horror!) do 'só': uma pessoa sozinha?!; Uma pessoa, número apenas? Nada sabia... ou sabia, e acreditava não saber.

Mas lá onde se guardam entendimentos e carinhos e saberes especiais, aquele lugar que só se ilumina totalmente quando deixamos de ser uma pessoa só - no amplo sentido que as duas letrinhas podem carregar -, Beta descobriu, ainda que a passos lentos, o quanto ser uma pessoa só não conta. O quanto ser uma pessoa só não vale a pena.

E os dias da (ex)moça(só) têm sido muito mais plurais, embora tão singulares!

sábado, 10 de janeiro de 2009


— Faz tanto tempo que a gente não se fala... Você desistiu de mim?
— Desistir?! Eu? Lembra que falei sobre isso com você?
— Quando?! Hoje?!
— Não... um tempo já.
— É... Faz uma cara que você não aparece...
— É que não sou mulher que fica enchendo, entende? [e sorriu, dissimulada]
— Você nunca enche, minha querida! [ele também sorriu, não dissimulado, riso franco, de menino. Ela se comoveu. Apesar da meia idade (ou talvez por causa dela), ainda se deixava comover com as coisas findas, muito mais que lindas]
— Eu me esforço! [e ela se riu, e ele também riu dela. A falsa modéstia lhe caía bem, 'inda mais nesses momentos de leve torpor]

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Gaby andava tão ocupada com atividades alheias a ela mesma que quase não se dava conta do seu interesse por João. Mas quando ele aparecia, mesmo calado, era incômodo na certa! Ela se esquecia do que tinha por fazer e do que estava a fazer. Quando as palavras se faziam presentes, então, Gaby se deixava aos poucos revelar. Era um jogo que gostava de jogar. Embora não soubesse exatamente (?) onde aquilo iria parar (e nem se iria parar). João sabia muito bem o que dizer para que os sentimentos daquela jovem ficassem à flor da pele [assim como os seus, quando aos poucos descobria segredos de sua querida].

Era um jogo realmente embolado! Principalmente para Gaby, que parecia amarrada à razão.
Mas eles estavam a fim de jogar. "E por ora, é isso que me interessa" - pensaram quase que simultaneamente.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2009

é só isso
não tem mai jeito
acabou!
Boa sorte! ♪

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Feliz Ano Todo!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Domingo, 28 de Dezembro de 2008
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são 03:22h. acabou de chegar em casa. e o dia esquisito ficou uma merda o dia inteiro, estragou total assim que chegou em casa e só não foi pior porque fez um programa de índio.

"Não, o dia Não foi esquisito. Foi uma merda daquelas bem ruins mesmo!" Mas, dentro daquele ser quase que incrédulo, alguma coisa ainda pulsava: "ainda bem que amanhã já está por nascer!". Raquel só pensava no dia que estava por acordar. Ia arrumar as malas, e não sabia sequer quando (ou se!) voltaria.
Sábado, 27 de Dezembro de 2008
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ando com minha cabeça já pelas tabelas

claro que ninguém se importa com minha aflição ♪
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aflição
substantivo feminino
1 estado daquele que está aflito
2 sentimento de persistente dor física ou moral; ânsia, agonia, angústia
3 profundo sofrimento
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agonia e angústia têm se feito presente aqui dentro de um peito cansado pela gripe, cansado de brigar pra se manter vivo, batendo, latejando. Anda cansado, querendo mesmo é a sorte de um amor tranqüilo...
Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008
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por isto, Lena se 'priva' de sonhar com eles. Foi assim ontem, assim foi hoje. Acorda com aquela sensação estranha de perda: perda de tempo, perda de amores, perda dela mesma, perda de uma noite bem dormida. Ainda que sonhar come eles seja a forma mais clara de se manter perto. E ela gosta de proximidades.
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mas Lena sabe que estão distantes.

domingo, 14 de dezembro de 2008

um calor do cão

concebido viajando pela BR 101 Norte

Lena ligou. Pedro não atendeu. "Ele deve estar em reunião..." E estava! Tão logo soube da ligação, tratou de retorná-la. A 'surpresa esperada' ao ouvir a voz de Pedro fez com o que suas palavras, novamente, falhassem ao sair - reflexos do pensamento embolado quando se tratava desse homem. "Tão sedutor...", pensava enquanto os olhos brilhavam e a estrada passava e a conversa seguia.
Até tomar aquele rumo já conhecido...

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Pedro sabia que era ligado a Lena. e de forma simples, invisível. Devastadora, se ela não fosse bem resolvida [pelo menos era assim que gostava de ser vista. De suas lágrimas o travesseiro cuidava e o chuveiro fazia o favor de misturá-las à água corrente, fazendo uma imagem até bonita]. Lena então, não tinha dúvidas desse elo: Pedro definitivamente era o homem da sua vida. Uma cara boa, "confortável" (certa vez ela dissera), interesses parecidos, inteligência e desenvoltura que ela admirava ardentemente. Pedro era a-fro-di-sí-a-co! Mas há muito casado com Nanda, nem sempre podia se fazer mais presente. E a ausência doía...

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Pedro estava de viagem de férias marcada. Lena também tinha seus demais 'para-fazeres'. E ele com aquele lenga-lenga de sempre. "Semana que vem eu estou com tudo mais tranqüilo. Eu te ligo e a gente marca!" e Lena sentia o sorriso de Pedro, mais sincero não poderia ter. "É só você ligar, Pedro!". E desligando o telefone, e mesmo querendo mais que muito mais uma tarde de água quente e suor e gozo, Lena sabia que Pedro não ligaria semana que vem.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

sobre os gatos

E Gaby, que nunca fora muito de pensar e sim de sentir, deixava-se amarrar pela razão.
Só não sabia até quando.